Veja como foi o trabalho voluntário que Nara Guichon e Natália Seeger fizeram na Apremavi

abr 5, 2018 | Notícias

Na semana de 19 a 23 de março estiveram aqui no Centro Ambiental Jardim das Florestas a cientista social recém formada, Natália Seeger Duarte, e, a artesã e sócia da Apremavi, Nara Guichon. Participando voluntariamente dos trabalhos no Viveiro Jardim das Florestas, elas ajudaram a coletar e limpar sementes, fizeram canteiros para semear as sementes recém limpas, ajudaram a limpar canteiros de mudas e, entre outras atividades, acompanharam o dia a dia da nossa Equipe.

Natália Seeger acredita que o convívio na Apremavi trouxe uma percepção de que conhecer a terra é conhecer a si mesmo. “A oportunidade de conhecer moradores de Atalanta, assim como os sábios trabalhadores da Apremavi, que com seu conhecimento prático de plantio e uso de diversas espécies de plantas transformaram meu olhar em relação ao ambiente em que vivo, me trazendo inspiração e conhecimento para que eu também possa ser uma semente de transformação e conscientização no local em que eu vivo, de forma simples, prática e eficiente“, comenta Seeger.

Movida pela vontade vital de colaborar de forma prática na restauração do meio ambiente, Nara Guichon é sócia da Apremavi desde março de 1988. Artesã sustentável, Nara comenta que ter passado uma semana na Apremavi, trouxe imensa satisfação. “O convívio com funcionários dos mais diversos setores, a oportunidade de conhecer algumas das atividades da entidade e principalmente de fazer o que para mim é vital, foi uma oportunidade de valor inestimável e que almejo repetir“, afirma Guichon.

Nara e Natália limpando sementes recém coletadas. Foto: Miriam Prochnow.

A artesã sustentável

Nara Guichon é uma artesã fora do comum, uma verdadeira ativista do consumo responsável e da moda sustentável. Em seu Ateliê cria peças únicas a partir de materiais reaproveitados, tinturas naturais, algodão e fibras orgânicas. Transparecendo os cuidados ambientais em cada etapa do seu trabalho, Nara produz desde roupas, como xales, vestidos e echarpes; acessórios como bolsas e colares; até artigos para casa como tapetes, mantas e jogos americanos.

Ganhadora do 30° Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, na categoria Têxtil, em 2016, Nara preza muito pela preservação das matérias-primas. “Sei que estou ‘remando contra a maré’, mas não me interessa, sigo os meus princípios”, observa.

Atualmente, a artista vende seus produtos em seu ateliê no Sul de Florianópolis, em uma loja localizada dentro do Mercado São Jorge no bairro Itacorubi, e em dois bazares que realiza anualmente em São Paulo. E para quem quiser conferir de perto algumas bolsas, feitas com resíduos da indústria moveleira, é só dar uma passadinha aqui no Centro Ambiental Jardim das Florestas.

Confira abaixo uma galeria de fotos de alguns dos produtos do Ateliê Nara Guichon Têxtil Sustentável, e também um resumo sobre duas iniciativas que Nara desenvolve: as Esponjas rede e o Ecoprint.

Ecoprint

O ecoprint nasce da necessidade de repensar a forma de produzir moda. Ecoprint é uma técnica de estamparia artesanal que proporciona resultados únicos, conexão e respeito com a natureza, independência na produção e um caminho para a produção de moda sustentável.

Entenda um pouco mais sobre a técnica do Ecoprint. Vídeo: Nara Guichon Têxtil Sustentável.

Esponjas rede

Feitas com material oriundo das redes de pesca industriais, que originalmente seriam descartadas, as esponjas rede tem alta durabilidade se comparada as esponjas convencionais.

A esponja comum que utilizamos para a limpeza doméstica é feita de poliuretano, material oriundo do petróleo. Além de não ser reciclável, essa esponja dura em média apenas três semanas por conta dos germes e bactérias que se desenvolvem nela. Uma alternativa eficaz para substituir a esponja comum, e que ao mesmo tempo incentiva a cultura de comunidades tradicionais, são as esponjas feitas com redes de pesca industriais. Sendo eficaz para higiene pessoal, limpeza de alimentos e da casa em geral, além de ser costurada à mão, assim como a rede de relações que surge com ela. Incentive o artesão que produz com responsabilidade social e ambiental”, comenta Nara.

Veja como são feitas as esponjas de rede de pesca. Vídeo: Nara Guichon Têxtil Sustentável.

Suas escolhas criam redes. Compre de quem faz.

Autora: Carolina Schäffer.

Pin It on Pinterest

Share This