A Rede de Ongs da Mata Atlântica (RMA) é formada por 320 organizações não governamentais, de 17 estados brasileiros. Foi fundada em 1992, durante a Rio 92, com o objetivo de unir e fortalecer as entidades que atuam pela conservação e restauração da Mata Atlântica, bioma que encontra-se extremamente ameaçado.
No contexto das discussões para a alteração do Código Florestal de 1965, legislação que protege as florestas e a biodiversidade de todos os biomas brasileiros e regulariza a utilização destas, a RMA entregou no dia 24 de novembro de 2011, o Prêmio Motosserra ao Senador Luiz Henrique da Silveira, como símbolo do retrocesso provocado nesta legislação que foi conquistada ao longo de décadas de luta da sociedade em prol da conservação do meio ambiente.
O Prêmio Motosserra é um tradicional instrumento da RMA e de suas entidades filiadas, para denunciar à sociedade pessoas físicas ou jurídicas, responsáveis direta ou indiretamente por ações significativas e comprovadas de degradação ambiental, como é o caso do senador agraciado com o prêmio.
O Senador Luiz Henrique da Silveira, ao relatar o processo de alteração do Código Florestal, não considerou os benefícios da Mata Atlântica e outras formações florestais, como biodiversidade, recursos hídricos, recursos florestais, entre outros serviços ecossistêmicos que podem garantir a qualidade de vida e desenvolvimento da sociedade brasileira. Assim como não considerou a realidade dos agricultores familiares que aliam a produção á proteção das suas florestas.
Ao entregar o Prêmio Motosserra ao Senador Luiz Henrique da Silveira, a RMA conclamou o poder executivo e legislativo que não permitam o retrocesso em tramitação no Congresso Nacional.
A entrega do prêmio aconteceu durante a votação do Código Florestal na Comissão de Meio Ambiente do Senado, quando representantes da RMA pacificamente ergueram cartazes agraciando o Senador com a premiação.
Comentários
Maria Amália Kunstmann Donini em 28/11/2011 às 21h05
Merece também o dignissimo Senador o prêmio de querer sòzinho ser o maior Asno dos últimos tempos. Quem votou neste cara?????.........
Parece incrivel que um só homem acumule tanta burrice e falta de patriotismo, e também respeito ao futuro de nossa geração. Gente, tirem este cara do topo!!!!!!
Maria Amália Kunstmann Donini em 28/11/2011 às 21h05
Merece também o dignissimo Senador o prêmio de querer sòzinho ser o maior Asno dos últimos tempos. Quem votou neste cara?????.........
Parece incrivel que um só homem acumule tanta burrice e falta de patriotismo, e também respeito ao futuro de nossa geração. Gente, tirem este cara do topo!!!!!!
nilson vieira em 28/11/2011 às 23h03
esse senhor ex governador estava fazendo campanha p/senado em minha cidade(itapoa)junto com atual governador colombo, Mauro Mariani e chiodini eleitos deputados,junto com uns vereadores na carroceria de um caminhão.Não contaram que nosso tenente da policia militar ,é um homem sério,cumpridor da lei,mandou descer todos(foi uma piada na cidade,pena que foi eleito a thurma toda)
jose renato furlanetti em 29/11/2011 às 10h49
no meu entendimento seria muito facil de resolver, é só não ser idiota que ta tudo resolvido - não derrubem nada que é nativo, por favor
MARIO ROGERIO THIVES em 29/11/2011 às 15h26
Na prática sou um ambientalista, porque conservo intacta a floresta de araucária em terras que foram de meus pais no interior de Bom Retiro.
Porém, ali continuo no vermelho, face a impossibilidade de tornar aqueles 142,00ha produtivos. Sobrevivo de aposentadoria. Alguns da região limparam seus terrenos queimando araucária em estufas de fumo, pois não podiam comercializá-las. Outros arrendaram as terras a grandes empresas que fizeram corte raso e reflorestaram com pinus.
Esses dois exemplos mostram que a Lei atual vem forçando os produtores a destruirem suas florestas, por se tratar de legislação radical, bonita no papel, porém totalmente nociva, na prática, à biodiversidade. Algumas alterações propostas no código florestal são mais palatáveis e propiciarão melhores condições de sustentabilidade
além de frearem o êxodo rural. Os pequenos proprietários não vivem só de verde e de oxigênio. Pergunto: quem do governo ou de ONGs me apoia na manutenção da minha floresta? Quantos daqueles postados na foto anexa vivem de renda rural? NÃO VOTEI NO LHS.
Nilson Surdi em 29/11/2011 às 23h10
Mais de que merecido o prêmio motosserra ao LHS, sinto vergonha pois este cidadão é de meu querido estado. Também como o colega acima preservo a floresta erdada de meu pai, mas me orgulho por isso. Vejo muitos agricultores que desimaram totalmente a floresta, e como isso já indica ignorancia também acabaram como solo das propriedades,e hoje vivem muito mal obrigado.
JOSE ERALDO ROVARIS em 01/12/2011 às 09h03
Sr. Mario R. Thives, se senhor aliar os espaços das terras em sua propriedade como produção flores, apicultura ou outras atividades de Desenvolvimento Sustentável sua renda bem como de outras pessoas irão melhorar. Aproveite a Internet para pesquisar existe muitos artigos e práticas nessa área, procure os técnicos da área orgânica da EPAGRI eles tb poderão lhe ajudar. Parabéns pela conservação o senhor respira o ar mais puro que seus vizinhos.
udo fauth em 05/12/2011 às 19h55
A um meio facil de resolver tudo isso,é só indenizar o agricultor que preservar.Quanto mais preservar mais receberá por isso,ou a obrigaçao de preservar é só do agricultor? O agricultor é pra preservar mas ninguem vem dar apoio financeiro.Preservaçao tem um custo,e esse custo deve ser de todos, pois todos querem respirar ar puro e ter alimento na mesa.
Ricardo Martins Soares em 09/12/2011 às 15h15
Entregar ao ex-governador e atual senador de Santa Catarina Luis Henrique da Silveira, conhecido por sua hostilidade ao movimento ambientalista e a tudo o que tem a ver com preservação ambiental, o cargo de relator do novo Código Florestal brasileiro foi o mesmo que chamar a raposa para cuidar do galinheiro...
Mas isso mostrou também como a maioria da politicalha do Congresso é hostil a tudo o que se pareça com proteção do meio ambiente.
Ricardo Martins Soares - Curitiba - PR