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Sua majestade: o Pinheiro Brasileiro

Autor: Miriam Prochnow e Wigold B. Schaffer. Publicado em 22/05/2010.

O pinheiro brasileiro. Foto: Miriam Prochnow

O pinheiro brasileiro, também conhecido como araucária, é a árvore predominante da floresta ombrófila mista, também conhecida como floresta com araucárias, uma das formações florestais do bioma Mata Atlântica. Originalmente, essa floresta se espalhava por cerca de 200.000 quilômetros quadrados dos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente nos planaltos e regiões mais frias.

O Pinheiro Brasileiro, cientificamente chamado de Araucaria angustifolia, é uma árvore de tronco cilíndrico e reto, cujas copas dão um destaque especial à paisagem. Chega a viver até 700 anos, alcançando diâmetro de dois metros e altura de até 50 metros.

Durante seu crescimento passa pelas mais variadas formas. Quando pequeno o pinheirinho parece um candelabro, à medida que cresce assume a forma de um cone e já no auge de sua maturidade, assemelha-se a uma taça. É o conjunto de taças, das copas dos pinheiros adultos, que confere à floresta com araucárias toda sua beleza e imponência, em especial no inverno, quando a neve a enfeita ainda mais.

No Sul do Brasil, o pinheiro brasileiro também é muito lembrado no período de inverno e festas juninas, quando a sua semente, o pinhão, é muito apreciado, cozido ou assado na brasa. Existe inclusive a festa nacional do pinhão, em Santa Catarina. O pinhão é uma fonte de alimento muito importante para a fauna nativa. Uma lenda, passada de geração em geração, conta que quem planta a araucária é a gralha-azul, que coleta os pinhões para comer, escondendo alguns para depois e acaba se esquecendo deles. Assim nascem os novos pinheirinhos. Lenda ou não, o fato é que existe uma ligação muito profunda e delicada entre a floresta e seus habitantes, inclusive os habitantes humanos. O pinhão é, ainda hoje, uma fonte de renda para muitas famílias.

A qualidade da madeira, leve e sem falhas, fez com que a araucária fosse impiedosamente explorada, principalmente a partir do início do século XX. Calcula-se que, entre 1930 e 1990, cerca de 100 milhões de pinheiros tenham sido derrubados. Nas décadas de 1950 e 1960, a madeira de araucária figurou no topo da lista das exportações brasileiras.

Nem mesmo a beleza cênica, a riqueza biológica, a importância econômica de espécies como a araucária, a imbuia, o xaxim, a canela sassafrás e a erva mate, ou o alerta de cientistas e ambientalistas feitos a partir de 1930, foram suficientes para que as autoridades e a sociedade brasileira adotassem medidas efetivas de proteção da floresta com araucárias.

A araucária é uma das espécies mais antigas da flora brasileira, passou por diversos períodos geológicos, suportou drásticas mudanças climáticas, mas não está resistindo aos machados e motosserras de duas gerações humanas.

Atualmente a floresta com araucárias está à beira da extinção. Restam menos de 3% de sua área original, incluindo as florestas exploradas e matas em regeneração. Menos de 1% da área original guarda as características da floresta primitiva.

Esta situação é cotidianamente agravada porque a floresta ainda sofre pela exploração ilegal da madeira e pela conversão da floresta em áreas agrícolas e reflorestamentos de espécies exóticas, aumentando ainda mais o isolamento e insularização dos remanescentes. A mesma pressão é exercida sobre os campos naturais associados à Floresta Ombrófila Mista, agravando ainda mais a situação desse ecossistema.

A araucária é um símbolo de resistência na luta pela conservação da biodiversidade. Muitas batalhas foram perdidas, como o caso escandaloso de Barra Grande. Entretanto ainda resta esperança e a manutenção dos últimos remanescentes nativos é fundamental, como pode ser constatado no trabalho feito junto ao Parque Nacional das Araucárias e à Estação Ecológica da Mata Preta.

A restauração da floresta com araucárias também é extremamente importante e ela pode ser feita inclusive visando o uso econômico no futuro, seja da madeira da araucária plantada, seja através da colheita do pinhão (de araucárias nativas ou plantadas), seja pela exploração de sistemas agroflorestais, onde a araucária pode ser plantada com outras espécies como a erva-mate, a espinheira-santa, a bracatinga, a pitangueira, a cerejeira e etc.

O que importa é que todos se conscientizem de que as ações em prol do futuro do Planeta devem ser colocadas em prática por todos nós, imediatamente.

Pinheiro Brasileiro

Nome cientifico: Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze
Família: Araucariaceae.
Utilização: madeira utilizada na construção civil, utensílios domésticos e cabos de ferramentas. Foi muito utilizada na indústria naval. Sementes comestíveis (pinhão) e atrativas para a fauna. Também é utilizada no paisagismo.
Coleta de sementes: diretamente da árvore ou no chão após a queda.
Época de coleta de sementes: abril a agosto.
Fruto: Não apresenta frutos, suas sementes ficam juntas “nuas”, sem nenhuma polpa as envolvendo. O conjunto de sementes é chamado de pinha.
Flor: estróbilos verdes.
Crescimento da muda: médio.
Germinação: Cada sementes é colocada diretamente nos saquinhos com substrato, com a ponta para baixo, levemente inclinada, sendo de germinação rápida.
Plantio: mata ciliar, área aberta.
Observação: Não é recomendável a produção de mudas através da repicagem. Para o plantio no campo é importante que as mudas não ultrapassem 10 cm de altura. Os pinhões também podem ser plantados diretamente.

Fotos: Miriam Prochnow e Wigold B. Schaffer


Fontes de Pesquisa:
LORENZI, HARRI. Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arboóreas Nativas do Brasil. vol.1, 3ª ed. – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2000.

PROCHNOW, M (org). No Jardim das Florestas. Rio do Sul: APREMAVI, 2007. 188p.

Comentários

Edna Regina de Oliveira em 23/05/2010 às 22h16
Maravilhosas imagens... Não podemos perder essa espécie. Estes artigos estão sendo muito úteis para mim, estou aprendendo e estou repassando aos meus alunos....Parabéns!

Leonardo Indrusiak em 26/05/2010 às 15h18
As fotos estão excelentes. Poderiam enviá-las para eu usar como papel de parede no meu computador?

caroline costa em 05/06/2010 às 17h23
gostei muto dese site ajudou muito numa pesquis queeu precisava para
escola
muito obrigado
mesmo ok e
comtinuem mantendo esse site
emformado para
fasilitar a vida
do estudante
muito obrigado

caroline costa em 05/06/2010 às 17h24
gostaria de agradecer
pelo site feito pelo senhor ou senhora
facilitou minh pesquisa obrigado

cleide ramacciotti mojzeszowicz em 20/08/2010 às 10h58
Maravilha! Isto me enche de um sublime orgulho por algumas espécies deste povo brasileiro.

Não consigo escolher qual a melhor árvore de folhas perenes, de rápido crescimento para fornecer sombra sobre um canto de 4 metros de largura por 10 de comprimento cuja copa caia sobre uma área de lazer ( com deck)
Obrigada
cleide

Eloy Fenker em 17/09/2010 às 21h14
Parabéns à Apremavi pela homenagem e divulgação da Araucária, esta tão linda árvore que faz parte do cotidiano de todos os Serranos no país. Ela está associada às mais belas recordações de infância e da vida de todos. E tem formas exuberantes, porte majestoso! E nos brinda, alem do paisagismo, com seus frutos maravilhosos. E o abrigo e pouso dos pássaros! Seu cultivo, uso e preservação deveriam ser incentivados, fazendo parte da cultura dos locais e deleite de todos os visitantes.
Apesar de toda a política oficial de destruição das araucárias, elas, pela sua pujança e poder natural, atualmente ainda representam cerca de 30% da população original em SC e 24% no Paraná, considerando os vários estágios. A destruição da araucária sempre foi incentivada pelos governos, inicialmente para ser utilizada como madeira para construção, especialmente na reconstrução da Europa. Nos últimos anos, pelo estigma de ‘árvore maldita” que decorreu da política governamental (ou de grupinho? ) de declará-la “em extinção” ( fruto de uma ação judicial questionável, que me pareceu uma “ação entre amigos”) o que está levando ao “infanticídio”, ou a supressão sumária de toda e qualquer árvore nascida. Ora, uma espécie que produz sementes em excesso, usada até como alimento, jamais chega à extinção. Sou testemunha de relatos entristecedores de proprietários que ordenam a supressão sumária de toda e qualquer Araucária nascida, pra “evitar problemas ambientais” - revoltante ironia para dizer que, quem preserva a araucária, terá certamente problemas legais. Quem preserva em larga escala, tem suas araucárias desapropriadas, sem indenização, como é o caso dos parques criados no Sul do país. Quem cultiva e preserva em pequena escala, não poderá fazer qualquer uso econômico. Ou seja, os proprietários tornam-se escravos e reféns, e perdem as araucárias que plantaram ou cuidaram.
Uma araucária adulta em tem em média de 6 a 9 m3, com valor comercial da ordem de US$900,00 por m3, aproveitamento de 70%, ou seja, algo em torno de R$10.000,00 por unidade. Então, plantar, preservar, deixar crescer, regenerar, renovar, adensar deveria ser palavras de ordem para todos os proprietários.
No entanto, grupos econômicos alienígenas, especialmente laboratórios farmacêuticos e madeireiros europeus, estão interessados na araucária como matéria-prima para medicamentos, como alcalóides, obrigando o governo brasileiro a uma política alegadamente de preservação, mas que está incentivando a extinção (ainda muito longe) desta linda e majestosa espécie.
É hora de se mudar a ideologia – a interesse de pequenos grupos – de incentivo à destruição, por uma política de incentivo ao plantio e uso racional em pequenas propriedades, como por exemplo: ao plantar ou permitir o crescimento de 10 árvores, o proprietário poderia utilizar economicamente 1, ou alguma outra política que fosse justa e equilibrada.
Ainda quero ver os proprietários rurais contentes e orgulhosos de preservarem as araucárias que nascem! E incentivados por políticas governamentais para fazê-lo.

jefte em 18/10/2010 às 22h32
eu odiei esta pagina nao indetificam as plantas com letras legiveis a pior pagina do mundo melhorem

Alceu Jr. em 25/10/2010 às 11h45
Tenho uma pequena área de terra dentro dos limites urbanos de uma pequena cidade no interior do RGS. São 32 hectares de terra e 400 pinheiros nativos com 2 a 3 metros de diâmetro. Há a possibilidade de indenização por esta área? Quem devo procurar para me informar melhor? Há alguma Lei em vigor que me garanta tal indenização?

Eloy Fenker em 10/11/2010 às 23h31
Alceu! voce é um típico proprietário consciente e preservador da araucária! Sob o aspecto ambiental, seus antecessores e voce merecem todas as honras e elogios. Suas araucárias, no mercado econômico, como madeira, valem USD1.000,00 por m3, ou seja, 400 unidades x( V = pi r² h (20)= 60 m3) com aproveitamento de 70% = 42m2 x usd1.000 x R$1,70 = R$71.000,00 por arvore x 400 = R$2.856.000,00.
Ou voce transforma elas em madeira e exporta por R$2,8 bilhões ( e corre o risco de ser chamado de "inimigo do meio ambiente") , ou..doa isto para o governo! . Porque o governo, se desapropriar, vai lhe pagar a terra nua, ou seja, quase nada!!!


Mas sob o aspecto de política ambiental do Brasil, voce é e será punido, infelizmente. É que a política ambiental do Brasil tem como efeito punir quem preserva árvores nativas. Voce tem duas alternativas: 1) doar esta preciosissima reserva para a humanidade, sem receber um centavo de indenização e ao mesmo tempo continuar pagando impostos e suportando as despesas de conservação, pagando altissimos tributos por ser considerada uma "area improdutiva" pela Receita Federal (!) criando uma RPPN, que será administrada por voce e por um grupo de Ongs ambientalistas, dizendo o que voce pode ou nao pode fazer na sua área. E eles vão dizer que voce nao pode fazer nadinha!
2) pode se aproximar de uma Ong que tem influencia política e demosntrar que sua área é importante e pedir que criem um Parque Nacional. Neste caso, o governo irá desapropriar e voce vai esperar uns 30/50 anos para receber uma indenização...somente pelo valor da terra nua..ou seja...nada! Por exemplo, no parque de São Joaquim, em SC, os proprietários esperam indenização há mais de 50 anos. No PR e SC em 2005 foram criados parques...que nao foram indenizados e, ao que parece, jamais serão!
Esta, infelizmente....é a política governamental: punem quem preserva.
É que a araucária está sendo objeto de uma políotica governamental de incentivo à extinção..porque foi ( me parece mediante fraudes) declarada uma espécie em extinção...ou seja..que nao produz semente e que nao se reproduz. Como consequencia, qualquer árvore nova que nasce é eliminada..para evitar problemas futuros. Estimo que, em função desta política equivocada, milhões de araucárias são eliminadas!
Em suma..voce está sendo punido e continuará sendo..até que mudem a legislação sobre a espécie! Esta é a politica ambiental do governo, defendida por muitos os que nao preservaram e querem tomar de quem preservou!

ceres loures martins em 11/11/2010 às 15h21
Com objetividade e competencia dr. Eloi descreve muito bem o terrivel e cruel destino reservado aos que preservaram as lindas araucarias. Infelismente,o governo pratica politicas equivocadas e sem nenhum bom senso ,quando nao paga indenizacoes justas e merecidas em tempo real ,o que deveria faze-lo prontamete em retribuicao ao favor que aqules que preservaram prestam a Humanidade e a diversidade maravilhosa com que nosso pais foi agraciado.

ELOI MATTEI em 12/11/2010 às 11h15
Caro Eloy Fender, parabéns pela sua colocação.
Todos nós, técnicos da área, sabemos que a melhor forma de preserrvação da araucária é sua utilização com base nos princípios de sustentabilidade como preconiza um bom plano de manejo florestal em regime de rendimento sustentado. O Sul do Brasil estava caminhando para que estas técnicas fossem aplicadas. No Paraná havia uma câmara técnica de fiscalização por parte do órgão ambiental competente que começou a funcionar de forma eficaz. Em Santa Catarina havia uma Portaria Interinstitucional a respeito que tratava da sua utilização de forma sustentada. Bastava atender os princípios desta Portaria para preservar os remanescentes em condiçoes de manejo florestal. No Brasil há excelentes técnicos para conduzir os projetos de uso da madeira desta espécie atendendo o tripé econômico, social e ambiental. Todos sabemos da fácil regeneração natural desta espécie em ambientes manejados, principalmente pela grande quantidade de sementes que as árvores adultas produzem.
Vale colocar que as áreas cobertas por esta espécie florestal somente no estado do Paraná é a seguinte:
Entre formação pioneira, formação floprestal sucessora e formação matura a percentagem é de 24,79% (segundo estudo FUPEF 2001).
. Se considerarmos somente as formações em estágio médio e avançado de sucessão (12,44% e 1,31%) poder-se-ia dizer que há um espasso imenso de área passível de manejo florestal em regime de rendimento sustentado o que garanteria ótimos recursos para o estado e geração de inúmeros empregos, sem prejuizo algum para o meio ambiente e sua biodiversidade. Isto somente no estado do Paraná, sem contar o estado de Santa Catarina que também possui espaço imenso para a prática do manejo florestal em regime de rendimento sustentado.
Já no restante da área de ocorrência de Araucária de formação pioneira no Paraná que corresponde a 11,04% e quase 1,3 milhão de hectares, poder-se-ia recomendar o emprego de técniccas mais eficazes para restauração da biodiversidade, via enriquecimento e adensamento das espécies com baixa densidade e frequência.
Fica assim, caracterizado tecnicamente o potencial para que ações práticas sejam adotadas para recuperação dos remanescentes da floresta ombrófila mista e incentivo à sua silvicultura e ao manejo com bases sustentáveis (Fonte - Perspectivas de recuperação e manejo sustentável das florestas de araucária - Carlos Roberto Sanquetta - Eloi Mattei - 2006).
Eloi Mattei é engenheiro florestal com larga experiência em manejo florestal da Araucária.

kelli em 10/11/2011 às 16h13
Que artigo maravilhoso, irá ajudar muito na minha pesquisa.

Alexandre Gianantonio em 05/01/2012 às 01h07
Só há uma maneira de salvá-las, .... não é pedir proteção à aqueles, que permitiram sua morte por décadas (o governo), nem pedir ajuda há mídia, que mais quer ver tragédia, do que outra coisa, .....talvez seja, criarmos um cordão humano feito por homens de boa vontade, ao redor de cada área natural com araucárias e levantarmos a voz pela proteção agora e urgente delas ! não importa quem são os nossos inimigos, importante é apenas o que queremos, a proteção das árvores mais fantásticas que nossos olhos já viram; um cordão humano ao redor de cada árvore, vai resolver o problema ou pagaremos pelos erros dos ignorantes e mal intencionados, pois a lei de ação e reação é inexorável, como exemplo, as cheias descontroladas dos rios e seus leitos, os granizos em porções aumentadas, os frios fora de época, calores insuportáveis, variações de pressão atmosféricas, causando ventanias, tempestades e ciclones, oriundos da falta de árvores em suas áreas de ocorrências, que aumentam a temperatura e mudam assim as pressões atmosféricas ... então se eu, voçês e os homens e mulheres de boa vontade não protegermos com unhas e dentes as araucárias, um inferno de boas intenções irá acabar com tudo! Eu aqui em São Paulo, já plantei uma na serra junto de outras adultas que lá existem e protejo um terreno em zona urbana, onde existem 7 indivíduos, que iriam ser derrubados para dar lugar há um prédio residencial de luxo; foi um auê, chamei até a imprensa, polícia florestal, bombeiro, conversei com Dalgas Frich, que me orientou, mandei carta para o ministério do meio ambiente, .... e tudo isso junto, há entreguei um relatório aos engenheiros da obra para protegerem as araucárias e pedidos de assinatura na região contra o prédio ..... resultado: a prefeitura dividiu o terreno e onde haviam árvores, lá ficaram como sendo uma matinha preservada e onde era descampado, construíu-se três torres residenciais de alto padrão, pré-circundando as árvores. Eu fiz e farei sempre a minha parte, claro sempre com a proteção de Deus o do divino. Não é fácil, mas durmo com o coração tranquilo, por proteger e acolher o certo e sempre rechaçar o mal!

Alexandre Gianantonio em 05/01/2012 às 01h10
Só há uma maneira de salvá-las, .... não é pedir proteção à aqueles, que permitiram sua morte por décadas (o governo), nem pedir ajuda há mídia, que mais quer ver tragédia, do que outra coisa, .....talvez seja, criarmos um cordão humano feito por homens de boa vontade, ao redor de cada área natural com araucárias e levantarmos a voz pela proteção agora e urgente delas ! não importa quem são os nossos inimigos, importante é apenas o que queremos, a proteção das árvores mais fantásticas que nossos olhos já viram; um cordão humano ao redor de cada árvore, vai resolver o problema ou pagaremos pelos erros dos ignorantes e mal intencionados, pois a lei de ação e reação é inexorável, como exemplo, as cheias descontroladas dos rios e seus leitos, os granizos em porções aumentadas, os frios fora de época, calores insuportáveis, variações de pressão atmosféricas, causando ventanias, tempestades e ciclones, oriundos da falta de árvores em suas áreas de ocorrências, que aumentam a temperatura e mudam assim as pressões atmosféricas ... então se eu, voçês e os homens e mulheres de boa vontade não protegermos com unhas e dentes as araucárias, um inferno de boas intenções irá acabar com tudo! Eu aqui em São Paulo, já plantei uma na serra junto de outras adultas que lá existem e protejo um terreno em zona urbana, onde existem 7 indivíduos, que iriam ser derrubados para dar lugar há um prédio residencial de luxo; foi um auê, chamei até a imprensa, polícia florestal, bombeiro, conversei com Dalgas Frich, que me orientou, mandei carta para o ministério do meio ambiente, .... e tudo isso junto, há entreguei um relatório aos engenheiros da obra para protegerem as araucárias e pedidos de assinatura na região contra o prédio ..... resultado: a prefeitura dividiu o terreno e onde haviam árvores, lá ficaram como sendo uma matinha preservada e onde era descampado, construíu-se três torres residenciais de alto padrão, pré-circundando as árvores. Eu fiz e farei sempre a minha parte, claro sempre com a proteção de Deus o do divino. Não é fácil, mas durmo com o coração tranquilo, por proteger e acolher o certo e sempre rechaçar o mal!

Alexandre Gianantonio - São Paulo

Juliana Maia em 09/07/2012 às 20h46
Pessoal eu sou de São Jeronimo RS, e temos uma ONG nessa cidade e estamos cultivando araucarias faz 2 anos e ja estamos com 50 mil mudas e doamos seguidamente essas mudas...Como faço para divulgar esse projeto a vsc? tem e-mail ?

Tarso em 09/07/2012 às 23h58
Foi com muita alegria que descobri este ENDEL (endereço eletrônico), no qual pessoas de grande sensibilidade demonstram publicamente, cada uma à sua maneira, o grande Amor que sentem pela Araucária. Agradeço ao Criador por eu ficar sabendo que vocês existem aqui e agora.
Gostaria de partilhar com os caros irmãos a grande satisfação que senti ao assistir a uma reportagem que foi apresentada, hoje, pelo Jornal Nacional a respeito da Araucária. A Secretaria do Meio Ambiente de um dos estados do Sul (escapou-me o nome dele) está utilizando um pequeno avião para despejar, em áreas desguarnecidas de matas, milhares de pinhões, com o objetivo de potencializar o trabalho milenar realizado pela Gralha Azul. A idéia é a de que todos os estados do sul adotem essa prática, que visa a recuperação permanente da Floresta composta pela Araucaria angustifolia, o que é igual a preservação dessa sagrada espécie vegetal.
Parabéns aos protagonistas dessa reconfortante e generosa iniciativa! Isso é Amor ao Reino Vegetal e ao planeta. Temos que reconhecer, no entanto, que isso, não obstante seu incontestável e inestimável valor, ainda é muito pouco diante de tudo o que precisamos fazer para compensar esse Reino por todas as loucuras e atrocidades praticadas contra ele por nós, enquanto espécie humana e, como tal, supostamente superior.
Gostaria de passar o resto desta jornada terrestre plantando Araucárias em locais onde elas possam viver todos os séculos que estiverem estabelecidos em suas programações internas. Se alguém souber ou dispuser de um espaço no qual essa tarefa possa ser executada, por favor, escreva-me.
Grato a todos.

Tarso

www.monasterioeremitico.blogspot.com.br

monasterioeremitico@gmail.com

civitas@ibest.com.br

Eloy Fenker em 12/07/2012 às 00h41
Pessoal! Esta árvore linda está sendo destrúida por açao de algumas poucas pessoas..eu imagino que umas 10 ou 15 pessoas..com muito poder e $$$ ..internacional! .A araucária era admirada..cultivada....apreciada...mas teve umas pessoas que entraram na justiça para dizer que estava em extinçao...e, numa açao que me pareceu "de compadres" foi declarada em extinçao...a partir dali, cada proprietário de terra que vê uma nova árvore..mata...corta de pequenina...elimina...e ela passou a ser um árvore maldita para os proprietários...
foi a maior investida contra a árvore..a investida dos ambientalistas fanáticos....que nunca plantaram...e que decidiram pela preservaçao..pela via da repressao...
Deveriamos incentivar a preservaçao...e nao incentivar a destruiçao!!!
Ocorre que eu imagino tenha interesses escusos por trás desta política, pois a araucária é um medicamento alcalóide de alto valor farmacêutico! tem gente que quer preservar...mas incentiva a destruiçao! Uma árvore de araucária adulta vale no mercado cerca de R$5.000,00, e algumas, no extremo, valem R$100.000,00 ! no mercado! entao...se alguem conseguir criar Unidade de conservaçao e se apossar delas..pode criar vantagem e dominio de mercado!
A politica Brasileira foi desastrosa! incentiva a destruiçao!!
Hoje ainda existem 24% de remanescentes, nos diversos estágios (FUNBIO). ENTAO...ainda é tempo de preservar a araucária..atuando contra os que incentivam a destruiçao!
Plantar é a única forma de aumentar o numero de araucárias..e reduzir a destruiçao ..idem....

VAMOS INCENTIVAR O PLANTIO....NAO INCENTIVEM A DESTRUIÇAO!
NAO PUNAM QUEM PLANTOU..que fica condenado e visado pela fiscalizaçao e é penalizado! Até árvore que morre e cai,..nao deixam aproveitar,..,querem que fiquem como "comida dos bixinhos"!






Eloy Fenker em 12/07/2012 às 00h47
Para que a araucária cresça, é preciso provocar distúrbio na floresta, ou seja, é preciso criar espaços e clareiras para que o sol penetre. Caso congrário, a árvore morre. Vejam o caso de plantaçao de eucalipto e pinus, em que, para permitir o crescimento, é feito um desbaste de parte das árvores, permitindo ensolaçao.
Floresta de araucária PRECISA ser objeto de manejo para sua regeneraçao! senao..a floresta fica senil..as árvores morrem...e nao há possibilidade das as novas crescerem, por falta de sol.
Precisamos ouvir mais os Engenheiros Florestais...e menos os biólogos e os palpiteiros! que nao permitem manejo sustentável das florestas, que é o que permite seu crescimento e regreneraçao!



Mariana em 06/05/2014 às 08h11
Adorei! Muito completo me ajudou muito!
Realmente o site de vcs é muito bom!

marcia piazentine carvalho em 24/07/2014 às 11h44
BOM DIA
GOSTARIA DE VISITAR UMA PLANTAÇAÕ DE PINHÃO E TIRAR ALGUMAS DUVIDAS
VC TEM ALGUM LUGAR PRA ME INDICAR ?
FICO NO AGUARDO

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