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Ecofest discute Reserva Legal e APPs

Autor: Jaqueline Pesenti, Edegold Schaffer e Maria Luiza S. Francisco. Colaboração: Miriam Prochnow. Publicado em 24/04/2009.

Auditório lotado no Ciclo de Palestras. Foto: arquivo RPPN Catarinense

Nos dias 17, 18 e 19 de abril aconteceu em Atalanta (SC) a I Festa Ecológica. O evento foi organizado pela Prefeitura Municipal de Atalanta e aconteceu no Parque de Exposições Vergílio Scheller. A festa foi denominada de “Ecofest” por Atalanta ser considerada “Capital Ecológica do Estado de Santa Catarina” e também conhecida regionalmente como “Cidade Jardim da Mata Atlântica”.

Um dos grandes motivos de Atalanta obter estes títulos, se deve ao trabalho de preservação e recuperação da natureza que a Apremavi desenvolve no município. Grande parte dos trabalhos da instituição tiveram início em Atalanta, como o projeto “Enriquecimento Ecológico de Florestas Secundárias da Mata atlântica” apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente e o Projeto Planejando Propriedades e Paisagens, apoiado pela Fundação O Boticário, entre vários outros.

Durante os três dias da festa, a Apremavi pode divulgar e apresentar ao público as principais atividades que desenvolve em prol do meio ambiente e os materiais de educação ambiental que dispõe para a conscientização de toda a população.

Outras organizações também puderam expor seus trabalhos, como a Associação de Agroturismo “Acolhida na Colônia”, estabelecimentos comerciais que fazem parte do CDL de Atalanta, Secretaria da Agricultura, Projeto Microbacias, Associação de Produtores Agroecológicos Semente do Futuro, entre outras.

A Apremavi também auxiliou na organização do ciclo de palestras que aconteceu no auditório do Parque Natural Municipal da Mata Atlântica. O Seminário contou com a participação de mais de 120 pessoas, vindas de todo o estado.

A primeira palestra, com o tema “Legislação Ambiental”, foi proferida pelo promotor de justiça Jadson J. Teixeira. O promotor  explicou sobre a legislação ambiental e as penalidades que poderão ser impostas aos agricultores que não regularizarem as suas propriedades em relação a “Reserva Legal” e também para quem descumprir a legislação federal, referindo-se à inconstitucionalidade de artigos do código ambiental catarinense, recém aprovado na Assembléia. O Promotor mencionou ainda que “gostaria que todas as pessoas preservassem o meio ambiente de forma voluntária”.

Posteriormente, foi a vez de Wigold B. Schäffer, Coordenador dos Núcleos da Mata Atlântica e Pampa do Ministério do Meio Ambiente, falar sobre “Parcerias possíveis com o Ministério do Meio Ambiente”. Wigold falou sobre a legislação ambiental em vigor, destacando que mais de 80% das propriedades rurais de Atalanta estão de acordo com a legislação. Algumas propriedades precisam de pequenos ajustes que não comprometem a produtividade do agricultor. Wigold mostrou imagens recentes de satélite do município de Atalanta que mostram que a maioria dos agricultores tem área de floresta suficiente em suas propriedades, basta apenas que o agricultor faça a averbação. A realidade é parecida no Alto Vale do Itajaí, salvo a questão da rizicultura na região. O problema maior ainda é em relação às Áreas de Preservação Permanente (APPs), cuja recuperação é necessária, tanto em Atalanta, quanto no estado de Santa Catarina.

Lauro Bacca, Presidente da Associação dos Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) falou sobre a “Utilização Sustentável das Florestas” informando questões relativas às RPPNs no Brasil e em Santa Catarina.

Por fim, Agostinho Senem, secretário executivo da Amavi, falou sobre a “Proposta da Amavi para a Averbação das Reservas Legais nos Municípios do Alto Vale do Itajaí”. Agostinho comentou que a Amavi está firmando uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente para isentar os agricultores dos custos de elaboração dos mapas.

Paralelo ao seminário aconteceu a Assembleia Geral Ordinária da RPPN Catarinense. Posteriormente, o presidente da Apremavi Edegold Schäffer e o fundador da instituição Wigold B. Schäffer, conduziram os participantes da assembleia a uma visita a RPPN Serra do Pitoco, localizada na comunidade de Alto Dona Luiza no município de Atalanta.

As fotos abaixo mostram atividades do evento e também algumas imagens da palestra proferida por Wigold B. Schaffer, mostrando a realidade do município de Atalanta, com relação às APPs e a Reserva Legal.


Comentários

Carlos Roberto de Oliveira em 24/04/2009 às 17h00
Toda iniciativa, como essa da ECOFEST merece o nosso aplauso. Tudo o que se fizer em termos de esclarecimentos e educação ambiental só nos trará um futuro melhor, nem tanto prá nós, é bom frisar, mas para nossos filhos e netos.

De parabéns a APREMAVI!

Iracema M.Rostirola Coelho em 24/04/2009 às 20h09
Estou conhecendo o trabalho da APREMAVI somente agora. Parabéns a todos os envolvidos. Sou da terra do ambientalista José Lutzenberger,RS, e estou morando em Sta Catarina.Percebo que na região de Camboriú e arredores, temos muito a fazer para garantir um futuro com saúde para nós e nossos filhos e netos.Vou continuar aprofundando o conhecimento nesta área e em futuro próximo poderei contribuir como força tarefa nesta batalha.Um abraço a todos parceiros.

Andréa Pontes em 30/04/2009 às 19h05
A Apremavi está de parabéns pela iniciativa, em meu curso de Gestão Ambiental estou começando a entender que a questão do meio ambiente é algo mais que uma preocupação em salvar vidas de animais e plantas , mas preservar a fauna e a flora significar preservar a nossa própria espécie humana!

joao batista ransolin em 16/03/2011 às 13h52
Desculpem o desabafo, sou sargento da policia ambiental e venho trabalhando em avaliaçoes ao TAC da Rizicultura desde o inicio, e o que tenho constatado que de desculpa em desculpa permanecem os mesmos problemas, a produção tem aumentado consideravelmente, ocorrendo ate superprodução, a preocupação com o setor em contribuir para a adequação da atividade sem degradar o meio ambiente ainda não existe, ou então é apenas fluente quando necessário para angariar recursos junto a financiamentos, então o que se faz é uma maquiagem que perdura apenas no período em que estão buscando estes recursos depois volta tudo na forma que estava, esquecem os passivos ambientais e vislumbram apenas o lucro em detrimento dos recursos naturais. Joao Batista Ransolin

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