O natal é mesmo feito de tradições. Mesmo quando não são importadas, mesmo quando muitas delas não são conhecidas, especialmente por serem típicas de regiões distantes dos centros da informação. Nem por isso são esquecidas ou abandonadas.
Uma delas, introduzida no interior do Vale do Itajaí (SC), pelos imigrantes alemães, no início do século 20, está relacionada com uma árvore da Mata Atlântica, que se enche de frutos bem na época do natal, virando uma verdadeira árvore de natal cobiçada pela garotada e claro pelos animais nativos.
Reza a tradição, que a garotada começava a cobiçar os frutos do ingá-macaco, como é popularmente conhecido o inga sessillis, já no início do mês de dezembro, mas a autorização para a colheita dos frutos só era dada no dia 25 de dezembro, como se fosse um presente da natureza.
É claro que a garotada de hoje, já não espera mais a tão sonhada “autorização” para comerem os gostosíssimos ingás, mas mesmo assim, dezembro é época de ingá e não tem como esquecê-los, eles continuam fazendo parte das diversões de fim de ano.
O ingá-macaco é uma variedade muito generosa, que produz frutos carnudos e doces. Além disso, para abrí-los é necessária uma técnica especial (dominada com exímio pelo macaco-bugio), que faz com que quase sempre as crianças procurem um adulto para ajudá-las com a abertura dos frutos. Assim, a atividade de colher e comer os ingás, acaba sempre sendo uma diversão em família, bem de acordo com o espírito natalino.
Mas a frutificação do ingá-macaco também é esperada pela turma do viveiro “Jardim das Florestas”, que com suas sementes produzem milhares de mudinhas para serem usadas nos projetos de restauração de áreas da Mata Atlântica, em especial as matas ciliares, onde essa espécie se desenvolve muito bem.
Além de ter um bom desenvolvimento, o ingá-macaco, assim como todos os ingás, é uma ótima alternativa para o plantio, por ser tratar de uma espécie frutífera, o que beneficia a fauna nos processos de recuperação de áreas.
Comentários
CRISTINA em 30/12/2008 às 10h57
ACHEI MUITO INTERRESANTE ESTA MATERIA E BOM SABER QUE DENTRO DAS ESPECIES FRUTIFERAS AINDA EXISTE UMA RAZÃO,ESPECIAL DE SE COMEMORAR O NATAL. COM SIMBOLOS QUE REPRESENTE A NATUREZA, E QUE SE FAÇA MULTIPLICAR COM SUAS SEMENTES. QUE DEUS ABENÇOE AS PESSOAS QUE ESTÃO A PRESERVAR ESTE ESPAÇO DA NATUREZA OFERECIDO POR DEUS.
Edna em 30/12/2008 às 11h42
Eu não conhecia esta árvore e achei muito interessante. O fruto é muito diferente. E que bela tradição collher o fruto somente no Natal. São estórias que devem ser divulgadas.
Meus parabéns....
Evaldo em 30/12/2008 às 18h45
Bem a proposito...me fez voltar a minha juventude qdo me deliciava c estes frutos...
Hoje ja n acho mais...bem q seria de valia pegar umas mudas e plantar nos nossos sitios.
Renato Côrte Real em 31/12/2008 às 13h51
Gostei. Deveria ter uma alternativa de impressão.
Dolores Isolde Kopsch Chiquetti em 03/01/2009 às 21h40
Olá!
Adorei a reportagem sobre o ingá. Me fez recordar minha infancia quando eu comia ingá. Ah...Bons tempos aqueles em que as crianças subiam em árvores p/ colher ingás, caquis, tangerinas, laranjas, abacates, jabuticabas,... Tempos aqueles em que a obesidade infatil era muito rara porque mexian-se os corpos c/ estas e muitas outras atividades saudáveis em meio a natureza.
VALEU!!
Izabella Maria Swierczynski em 05/01/2009 às 17h05
Que saudade! Muito deliciosa a matéria. Morei durante uns 11 anos no vale do Ribeira em Pariquera-Açú, e imaginem: quando o ingazeiro frutificava............não dava outra: vivíamos nos pés nos deliciando com as bagas docinhas....
Obrigada por me fazerem relembrar tão linda e doce época e me fazerem conhecer que ela tem um significado tão importante!
Abraços carinhosos e sempre parabenizando pelo excelente trabalho e que 2009 seja transformado também em resultados doces e eternos como são os que vcs têm alcançado.
Izabella Maariam
a Geógrafa.
Silvia Marcuzzo em 06/01/2009 às 11h26
Muito legal esta matéria! Abordar o tema do Natal sob uma ótica natalina e ambiental!.
Matérias como esta servem de exemplo pra nos darmos por conta como precisamos aprender com a natureza. E também com aqueles que têm ou tiveram uma relação maior com ela...
abraços pra todos da APREMAVI e que 2009 seja repleto de realizações.
Betty Servián em 21/02/2009 às 19h12
Muy interesante el tema, y las fotos muy lindas!! Conozco otras variedades, pero ésta no, me gustaría cultivarlas! Desde Asunción-Paraguay, un fuerte abrazo. Éxitos!
marco antonio dantas lima em 24/03/2009 às 15h09
Saudações
Prezado(a)s
Santa Catarina é lindo, com suas praias, povo hospitaleiro.Minha contribuição é dizer que a ESPAB Pau Brasil - Ceplac (Costa do Descobrimento - Porto Seguro - Ba)doa mudas de especies arboreas de mata atlantica.Basta que o visitante tenha cpf e comprove que o local de origem do plantio é o Bioma Mata Atlantica.Como temos muitos visitantes deste querido estado não deixem de levar e plantar.Um abração
Altamiro Ferreira Ramos em 29/03/2009 às 20h03
Achei interessante a matéria sobre o ingá macaco, não sabia que o nome popular era esse, nos meus tempos de criança, conhecia este ingá como ingá burro, não sei se é esse mesmo citado na matéria. Estou em busca de uma semente ou muda desse ingá, desde muito tempo e não encontro. Encontrei sim, outra planta frutífera silvestre de nome cupã, porém , o ingá macaco ainda não encontrei. Tenho um pequeno sítio e gostaria de ter essa planta em meu pomar. Se alguém tiver condições de me ajudar a encontrar tal ingá, ficarei eternamente grato. Resido em Minas Gerais, na cidade de Teófilo Otoni. Obrigado e parabéns pela matéria.
carlos alberto eloi em 17/10/2009 às 10h54
acho importante ter consiencia sobre a natureza pois dependemos muito dela.Acredito que a midia em si tem um papel fundamental para ajudar na melhora do nosso planeta.Ainda precisamos que os politicos se interem desta responsabilidade.
valdenia lima borges em 16/11/2009 às 14h49
adorei ver essa reportagem, pois sempre adorei essa fruta mas nâo a encontrava mais. Peço que se possivel me envie um endereço onde eu possa compra-la. Moro em limeira interior de São Paulo.
Adamastor Amarante Teixeira em 23/06/2011 às 22h04
Caro amigo; muito interessante sua mensagem com referencia ao inga de macaco, por outro lado gostaria que fizesse uma pesquiza sobre a cupã ou cupan, arvore frutifera endemica, pois existe aqui
numa pequena região do Norte de Mg, e pequena parte do extremo
sul da bahia, especialmente nos municipios de Nanuque-mg e Medeiros Neto- Ba, fruta com sabor de chocolate muito apreciada
in natura como em vitaminas e sucos. abraços.
Manoela Matiazzo Lupiañes em 22/07/2011 às 13h54
Adorei a reportagem. Comi muito ingá-macaco na época em que morei em sítio. Era delicioso. Nunca mais tive a oportunidade de ter contato com um ingazeiro-macaco. Atualmente temos uma chácara aqui no Paraná e gostaria de ter pelo menos um exemplar dessa árvore que me traz tão queridas lembranças da minha infância já muito distante. Como conseguir sementes ou mudas?
Carlos Heiss em 08/10/2011 às 16h22
Temos vários pés de Ingá no Campo São Bento em Icaraí, Niterói. Cursei o primário no colégio dentro do parque e desde então passo por lá prá tentar achar alguma vagem caía. Já plantei várias mudas em vários sítios mas quando lí esta reportagem fiquei com água na bôca: que beleza de Ingá! Numa mensagem acima a ESPAB Pau Brasil - Ceplac oferece mudas para quem visita Porto Seguro mas será que alguém já conseguiu sementes ou mudas via Sedex? Caso positivo peço que me enviem endereço ou e-mail. Um abraço a todos vcs!
Carlos Heiss em 08/10/2011 às 16h26
A propósito, meu e-mail: fotopoint@hotmail.com
Sebastião em 24/01/2012 às 09h16
Bom dia, tenho um pé desse fruto ainda novo, e chegou uma praga de carochas pequenas pretas com amarelas e são voadoras , alguém sabe me informar como extermino essa praga. podem enviar via e-mail, obrigado.