Esta é a semana
da Mata Atlântica. O Bioma Mata Atlântica é considerado Patrimônio Nacional
pela Constituição Federal. É um dos Biomas mais ricos em biodiversidade e ao
mesmo tempo, o segundo mais ameaçado de extinção do mundo, perdendo apenas para
as quase extintas florestas da ilha de Madagascar na costa da África.
O Bioma Mata
Atlântica abrange17 Estados brasileiros e cerca
de 120 milhões de pessoas vivem na sua área de domínio. A qualidade de vida
dessa população depende da preservação dos remanescentes, que regulam o fluxo
dos mananciais de água, ajudando a regular o clima, a temperatura, a umidade e
as chuvas. Atualmente, a Mata Atlântica está reduzida a 7,84% de sua área, com
cerca de 102.000 Km2 preservados. Mesmo reduzida ainda abriga mais de 20 mil
espécies de plantas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o
índice ideal para a manutenção da qualidade de vida humana, é 30 a 35%.
A Mata Atlântica
abriga várias bacias hidrográficas formadas por grandes rios como o Paraná,
Tietê, São Francisco, Paraíba do Sul, Paranapanema e o Ribeira de Iguape.
Estima-se que mais de 100 milhões de brasileiros se beneficiam das águas que
nascem na Mata Atlântica e que irão formar diversos rios que abastecem as
cidades e metrópoles brasileiras.
Mais
especificamente no Estado de Santa Catarina, onde originalmente tínhamos 85% do
território coberto pela Mata Atlântica, hoje temos apenas 17,4% dessa área
original. O Estado de Santa Catarina ocupa apenas 1% do território brasileiro.
Mesmo diante
deste cenário alarmante, no dia da Mata Atlântica, 27 de maio, a Fundação SOS
Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgaram
dados ainda mais críticos. Além de ser o Estado que mais desmatou entre 2000 e
2005, SC tem os três líderes na contagem de municípios que perderam a sua
cobertura florestal: Mafra, Itaiópolis e Santa Cecília.
Em Mafra foram
derrubados 1,7 mil hectares, Itaiópolis 1,1 mil e Santa Cecília mil hectares.
Só em Santa Catarina,
foram derrubados 45,5 mil hectares de Mata Atlântica. Além desses dados, Santa
Catarina, foi um dos Estados que contrariou a tendência nacional de diminuição
no desmatamento.
Desde o início, a Mata Atlântica tem fascinado
cientistas que com suas pesquisas ajudam a divulgar não só a sua importância,
mas também sua beleza. É esse fascínio que faz com que felizmente existam
muitas pessoas lutando por este Bioma tão ameaçado.
A luta pela preservação da Mata Atlântica sempre
incluiu a busca de uma legislação eficiente para sua proteção, desde o capítulo
do meio ambiente da Constituição em 1988, o advento do Decreto 750 de 1993, até
a aprovação da Lei em 2006, passando também por muitas resoluções do CONAMA.
É consenso mundial que a forma mais efetiva de
conservar a biodiversidade é a criação de Unidades de Conservação. Isto indica
a importância de um esforço imediato de proteção à áreas bem conservadas que
ainda existem no Bioma. Atualmente, apenas cerca de 3% da área do Bioma estão
protegidos em Unidades de Conservação de proteção integral. Essa realidade, é
uma das principais necessidades para a conservação da Mata Atlântica, a longo
prazo.
O futuro da Mata
Atlântica depende da preservação de seus remanescentes e de ações de
recuperação de áreas degradadas, principalmente
para interligar os fragmentos e permitir o fluxo gênico de fauna e flora.
Por mais que a população esteja informada sobre a
existência do Bioma, sua biodiversidade e beleza cênica, ainda falta clareza
sobre a importância desta floresta para a manutenção da qualidade de vida das
pessoas e a sobrevivência das cidades onde vivem.
Todos somos beneficiados pela Mata Atlântica,
portanto, cada um de nós tem a responsabilidade de ajudar a preservar este
Bioma, para garantir a qualidade de vida da atual e das futuras gerações.
Comentários
José Luiz Guimarães de Souza em 02/06/2008 às 15h44
Parabéns pelo incessante trabalho e luta persistente contra a destruição da Mata Atlantica. É incocebível a sua destruição pois temos áreas de sobra, mal aproveitadas e com baixos índices de produtividade que devem ser utilizadas com outras finalidades. Não é preciso derrubar mais nenhum ha para a produção de qualquer outra cultura. Basta aumentar a produtividade das áreas já existentes e em uso.
Mais uma vez, congratulo-me com a APREMAVI pelo trabalho maravilhoso que realiza.
Espero que cada vez mais consigam novos simpatizantes e parceiros nessa luta.
Tereza Barbosa de Souza em 03/06/2008 às 19h11
Parabéns APREMAVI, que outras Entidades se juntem a vcs nesta luta constante e necessária na preservação de nossas matas e do Planeta.
Tenho repassado/divulgado entre amigos e colegas o trabalho de vcs.
Luiz Eduardo Carvalho Bonilha em 04/06/2008 às 08h13
Nós ambientalistas esperamos que os Municipios que mais desmataram recebam fortes sanções dos governos Federal e Estadual no tocante a liberação de recursos para obras.... É o mínimo que se espera....
Outra possibilidade de ação seria aplicar sações a repasses de verbas Federais ao próprio Estado de Santa Catarina, tendo em vista estar se mantendo como recordista nacional de desmatamento há muitas décadas...
isabela em 20/11/2008 às 11h40
eu axei mttt legalll...
mastra mttt coisaaa sobreee
o biomaaaa
eu adorei.....!!
???
Cunha Otávio em 27/11/2008 às 00h46
Eu não si o que será dessa região daqui a algum tempo....
Benevenuto ribas moura em 21/01/2009 às 17h01
olhe se o povo nao tomar cuido daqui um tenpo nao teremos nei agua para ber olhe minha jente vamo cuidar do meio anbiente olhe hoje eu vi aqui agua doce jente derubando pinhero perto do posto sentral de saude duoi no coraçao ver isso e nao poder fazer nada sos mata vejetal estao comendo tudo tenho medo doque venha acotser no futuro olhe e conprove desmatamento na rua do bairro sao jose en agua doce sc
jandres em 24/09/2009 às 09h52
esse site e show de bola encontrei tudo que eu queria aqui , muito maneiro mano !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Hatsuo em 24/09/2009 às 09h55
Nossa... Santa Catarina com essa biodiversidade toda está sendo acabada rapidamente.
E esse site dexa muito bem claro todas as informações que a regiao sul comtém....
jean em 26/10/2009 às 10h34
santa catarina esta ficando muito feia com este desmatamento
thais kellen falcao de sousa em 02/03/2010 às 17h51
eu nao achei legal pq si agente nao cuidar do nosso planeta essa paizagem muito linda vai virar uma tragediaa.
e si nós nao cuidarmos do meuio anbiente o que será dessa regiao da qui algum tempo.
,vitor em 23/03/2010 às 09h11
Por Caroline Faria
A Amazônia ocupa uma área de mais de 6,5 milhões de km² na parte norte da América do Sul, passando por nove países: o Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.
85% dessa região fica no Brasil (5 milhões de km², 7 vezes maior que a França) em 61% do território nacional e com uma população que corresponde a menos de 10% do total de brasileiros. A chamada “Amazônia Legal” compreende os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão perfazendo aproximadamente 5.217.423km².
Quando falamos em desmatamento na Amazônia é comum as pessoas confundirem a região citada acima com o estado do Amazonas, o que limita a compreensão do verdadeiro problema que essa região enfrenta. Em toda a região amazônica calcula-se que cerca de 26.000km são desmatados todos os anos.
No Brasil, só em 2005 foram 18.793km² de áreas desmatadas, sendo que uma das principais causas é a extração de madeira, na maior parte ilegal. Segundo dados do Grupo Permanente de Trabalho Interministerial Sobre Desmatamento na Amazônia, desde 2003 foram apreendidos cerca de 701mil m³ de madeira em tora provenientes de extração ilegal. Devido à dificuldade de fiscalização e a pouca infra-estrutura na maior parte da região, alguns moradores se vêem forçados a contribuir com a venda de madeira ilegal por não terem nenhum outro meio de renda ou mesmo por se sentirem coibidos pelos madeireiros. Até mesmo alguns índios costumam trabalhar na atividade ilegal de extração de madeira, vendendo a tora de mogno, por exemplo, a míseros R$30, quando na verdade, o mogno chega a valer R$3 mil reais no mercado.
Outras causas apontadas são os crescimentos da população e da agricultura na região. Até 2004, cerca de 1,2 milhões de hectares de florestas foram convertidas em plantação de soja só no Brasil. Isso porque desmatar áreas de florestas intactas custa bem mais barato para as empresas do que investir em novas estradas, silos e portos para utilizar áreas já desmatadas.
Além de afetar a biodiversidade (a Amazônia possui mais de 30% da biodiversidade mundial), o desmatamento na Amazônia afeta, e muito, a vida das populações locais que sem a grande variedade de recursos da maior bacia de água doce do planeta se vêem sem possibilidade de garantir a própria sobrevivência, tornando-se dependentes da ajuda do governo e de organizações não governamentais.
Nos últimos anos a Amazônia Brasileira vêm registrando a pior seca de sua história. Em 2005, alguns lagos e rios tiveram sua vazão reduzida a tal ponto que não passavam de pequenos córregos de lama, alguns até chegaram a secar completamente, ocasionando a morte dos peixes. O pior é que esse efeito tende a se agravar com o tempo. Com os rios secando e a diminuição da cobertura vegetal, diminui a quantidade de evaporação necessária para a formação de nuvens, tornando as florestas mais secas.
Contudo, diversas ações vêm sendo tomadas pra impedir que o pior aconteça e preservar toda a riqueza proporcionada pela Amazônia. ONG’s como o Greenpeace, SOS Mata Atlântica, WWF, IPAM (Instituto de Pesquisas da Amazônia) e diversas outras entidades, realizam campanhas e estudos com o objetivo de divulgar e facilitar o desenvolvimento sustentável e a recuperação das áreas degradadas da Amazônia no Brasil. Quanto às iniciativas do governo, 19.440.402 hectares foram convertidos em Unidades de Conservação (UC) na Amazônia de 2002 a 2006, totalizando 49.921.322ha, ou, 9,98% do território. Sem contar os 8.440.914ha de Flonas (Floresta Nacional) criadas em territórios indígenas. Outro projeto que visa à consolidação de Unidades de Conservação na Amazônia é o projeto ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia) que tem como meta atingir um total de 50milhões de hectares de UC até 2013 e conta com apoio e investimentos de instituições como o Banco Mundial e o WWF.
amanda em 25/03/2010 às 14h56
radical...
augusto souza em 12/05/2010 às 15h30
desastres que vem acontecendo nos ultimos anos ai deve se à falata de atençao com a natureza, o de sequilibrio veem e traz muitas consequencias .Pelos desmatamenos vemos que os niveis dos rios aumentou , devido a retençao que a mata faz ,areas desmatadas corre os riscos da lixiviaçao sem contar com o açolhamentos dos rios que emundam matando familias,
cade os politicos .
mayna em 30/07/2010 às 13h41
legal interesante
debora stephanie silva de matos em 28/08/2010 às 14h47
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ
MUITO GRANDE
debora stephanie silva de matos em 28/08/2010 às 14h49
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ
MUITO GRANDE
debora stephanie silva de matos em 28/08/2010 às 14h57
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ
MUITO GRANDE
joaopedro correia em 01/10/2010 às 11h22
muito legal
luane marcineiro nascimento em 10/11/2010 às 11h55
É com muita honra que parabenizo este brilhante e maravilhoso projeto de conscientisação sobre os nossos biomas brasileiros.
As pessoas realmente precisam desse alerta, para começarem a cuidar da nossa biodiversidade,pois tem que ser levada mais á sério.
luane marcineiro nascimento em 10/11/2010 às 11h58
SÃO LUÍS-MA
cecilia werner em 18/11/2010 às 04h23
a resposta do desmatamento nas montanhas, é o resultado dos desmoronamentos, e alagamentos nas planicies. Vidas de seres inocentes estão sendo ceifadas pela ipogresia humana .