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Crime Ambiental em Atalanta

Autor: Miriam Prochnow. Publicado em 13/03/2008.

Rio Dona Luiza dentro do Parque Natural Municipal Mata Atlântica

Estas cenas chocantes são do dia 13 de março de 2008. Um lançamento criminoso de dejetos de uma tinturaria poluiram completamente o Rio Dona Luiza, no centro da cidade de Atalanta, alcançando também o Parque Natural Municipal Mata Atlântica.

Este crime ambiental coloca em risco toda a vida da fauna existente no parque, seja a vida aquática, quanto os animais que se alimentam de peixes e crustáceos ou que bebem a água do rio. Ao mesmo tempo ameaça as atividades agrícolas nas propriedades por onde passa o rio.

Infelizmente não é a primeira vez que esta situação acontece. A empresa "Indústria e Comércio de Malhas Atalanta Ltda", já foi denunciada pelo mesmo procedimento, mas até o momento nada foi feito.

A Apremavi registrou a denúncia na Polícia Ambiental de Rio do Sul, mas obteve como resposta a informação da impossibilidade do atendimento, verificação e autuação do crime ambiental no mesmo dia, mesmo havendo 3 funcionários no escritório no momento da denúncia.

Por outro lado agradecemos imensamente o atendimento imediato realizado pelo Delegado da Polícia Civil, que resgitrou a ocorrência e também a TV RBA que compareceu ao local para coletar imagens.

O crime ambiental foi testemunhado por técnicos da Apremavi, do Grupo Pau-Campeche e da Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses. Essas instituições irão agora elaborar um laudo técnico, que será encaminhado ao Ministério Público para os devidos encaminhamentos.

PS - 14 de Março de 2008 - 08:00: Depois de novas tentativas de comunicação com a Polícia Ambiental, às 17:45 eles compareceram ao local e constataram inclusive um novo lançamento de dejetos. Eles fizeram coletas antes do ponto de lançamento, do efluente e após o lançamento. Agradecemos o atendimento e esperamos uma rápida conclusão do processo, para o bem do meio ambiente e da comunidade.

PS - 19 de Março de 2008: O lançamento ilegal de efluentes poluentes do dia 13 de março, não foi a primeira ocorrência registrada. No dia 12 de junho de 2007, a Apremavi já havia registrado o rio com coloração cor-de-rosa e feito a denúncia à prefeitura municipal. Fotos feitas em 2007 também estão na galeria abaixo.

O que diz a Lei de Crimes Ambientais

Art. 33. Provocar, pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais, o perecimento de espécimes da fauna aquática existentes em rios, lagos, açudes, lagoas, baias ou águas jurisdicionais brasileiras:
Pena - detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas cumulativamente.

Art. 40. Causar dano direto ou indireto as Unidades de Conservação e as áreas de que trata o art. 27 do Decreto n 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de sua localização:
Pena - reclusao, de um a cinco anos.
§ 1 . Entende-se por Unidades de Conservacao as Reservas Biológicas, Reservas Ecológicas, Estações Ecológicas, Parques Nacionais, Estaduais e Municipais, Florestas Nacionais, Estaduais e Municipais, Áreas de Proteção Ambiental, Areas de Relevante Interesse Ecologico e Reservas Extrativistas ou outras a serem criadas pelo Poder Publico.
§ 2 . A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no interior das Unidades de Conservação será considerada circunstância agravante para a fixação da pena.

Vídeo e imagens do local


Comentários

João Batista Mendes em 13/03/2008 às 17h09
Parabéns pelo trabalho, continue o meio ambiente agradece.

Gert Roland Fischer em 13/03/2008 às 17h39
crime ambiental Lei 9.605. Procedimentos que certamente ja foram realizados:
1 - tomada de amostras
2 - fotos da tomada de amostras
3 - laudo de encaminhamento enquadrando o crime na lei
4 - testemunhas que serão arroladas no processo de ACP
5 - Laudo tecnico detalhado anexo ao qual vão os resultados das análiese do laboratorio, que deverá ser acreditado pelo INMETRO.
6 - Elaborar expediente e protocolar eletronicamente no MPE.
7 - Se o poluidor foi identificado com fotos saindo da unidade de tingimento é ideal. Mas se não tem testemunhas que comprovam o caso são importantes.
Passar todo o processo na pagina da APREMAVI.

Saudações.

Gert Roland Fischer
Professor dos cursos de Como buscar provas e evidencias de crimes ambientais.
CREA2501375890

Lauro Eduardo Bacca em 13/03/2008 às 21h42
Fotos chocantes levando a crer que há muito mais que simples e inofensivos corantes na água. E mesmo que isso fosse verdade, o choque visual e a descaracterização do ambiente natural já são suficientes para incriminar o causador desse absurdo. A empresa tem licença da FATMA para funcionar? Se tem, não houve exigências de tratamento de efluentes antes deles serem lançados no corpo receptor? A simples coloração já demonstra que o tratamento não foi efetivado. Parabéns pela rápida e eficiente denúncia, à qual damos todo o apoio visando evitar que tais fatos não se repitam, jamais.

Maristela Macedo Poleza em 13/03/2008 às 22h34
Que absurdo!!!! Passamos situação parecida em nossa propriedade rural em Lontras...fomos a justiça na época e o causador do problema, despejo de resíduos de uma tinturaria, foi obrigado a providenciar a limpeza superficial imediata do solo.
Maristela Macedo Poleza

Urbano Schmitt Júnior em 13/03/2008 às 23h18
O progresso que esse tipo de empresa traz é tudo o que a nossa sociedade não precisa. Lamentável que ainda tenhamos empresários que fazem pouco da legislação ambiental (provavelmente das outras também). Os eventuais recursos financeiros que eles trazem é insignificante em relação ao ônus da degradação. A lógica se repete - o lucro dos empreendimentos são privatizados e os prejuízos dos danos ambientais são socializados - e, muitas vezes, com a conivência de quem deveria fiscalizar e punir os referidos crimes.
De bom nessa história é constatarmos a indignação de tantos que, como o pessoal da Apremavi, do Pau Campeche e da FEEC, exercem o seu direito e dever de cidadania, denunciando os que cometem crimes ambientais.
Urbano Schmitt Júnior
Educador Ambiental

Alexandre Gianantonio Cortez em 13/03/2008 às 23h32
" Eles pediram para ser presos! " Não há o que relevar, estamos em uma nova era, uma nova mente, uma nova visão e atos de vandalismo ainda ocorrem? Todos já sabem o que é certo e o que é errado, então, inoscentes ou ingênuos já não existem mais, pois a tecnologia levou a informação do Oiapoque ao Chuí. Relato, que estamos diante da (maldade humana, executada com consciência); esses homens não devem ser relevados, assim como os que derrubam a Amazônia, devem ser presos, pagarem em valor igual ao que destruíram e isolados pela sociedade. A má índole não tem cura, é um traço evolutivo de tal espírito, que não será corrigido em breve momento, então a sociedade deve isolar, boicotar, denuncir, se afastar desses humanos e seus produtos, que atentam contra o equilíbrio Mundial e os Homens de boa vontade devem se unir ainda mais para proteger a nossa América do Sul, que diga-se, é o último ponto da Terra onde ainda se possui àrvores nativas. ...Estou aqui, no coração da terceira maior cidade do planeta, São Paulo e para que eu possa apenas molhar os pés, as mãos e sentar ao lado de uma cachoeira para respirar um pouco, preciso me deslocar por quatro quilômetros em via urbana e mais três em subida pela serra, á pé, e chegar então em um ribeirão, um singelo ribeirão, que não se alcança em dias chuvosos ou de nevoeiro - ao ver o rio tingido é de se ficar irritado.

Parabéns à equipe Apremavi e obrigado ao espaço público.

Alexandre Gianantonio Cortez - São Paulo, SP


Nidia em 13/03/2008 às 23h43
Além de registrar oletim de ocorrência contra o crime ambiental a APREMAVI deveria denunciar a Polícia Ambietal e IBAMA por omissão.

Angela Krieck em 14/03/2008 às 07h59
Chocante e inadmissível. Que consciência é essa??? Com certeza eles não a tem. Parabéns APREMAVI.

Wanderlei Jose de Jesus em 14/03/2008 às 08h38
Infelizmente tem pessoas que falam coisas que não tem nada a ver, e a ingnorancia do dia a dia de gente que antes de falar bobagem, precisavam primeiramente se integrar na noticia do dia ou buscar respostas seguras sobre o fato acontecido. Apos termos recebermos da Sra Miriam da Apremavi, denuncia de crime ambiental ocorrido na cidade de Atalanta que a Empresa "Industria e Comercio de Malhas Atalanta Ltda", estaria lançandoefluentes liguidos no Rio Dona luiza, a guarnição ambiental deslocou-se ate o local e constatou o fato onde foi recolhido amostras no local do lançamento dos efluentes para fazer analise laboratorial. a referida empresa foi embargada, paralizando suas atividades e sera encaminhado Processo Administrativo e Criminal para os Órgãos competentes. Meus agradecimento as pessoas que se preocupam pelo meio ambiente. Nossa preocupação e as futuras gerações "se continuar assim como iremos sobreviver". 3º Sgt Pm Wanderlei Jose de Jesus 7º Pel Gu Esp PMA

Jaqueline Pesenti em 14/03/2008 às 08h46
É inadminssível que situações como essa ocorram em uma cidade que é considerada a nível estadual "Capital Ecológica de Santa Catarina", eu me pergunto como que essa empresa conseguiu aval para se instalar no município... o que nossos gestores públicos querem? Uma cidade limpa que oferece qualidade de vida, preserva os recursos naturais e culturais e que procura meios sustentáveis de geração de renda, ou, uma cidade manchada, suja que por consequência de atos como esse geram apenas prejuízos sociais e ambientais.
Como funcionária do parque, posso afirmar que os trabalhos de educação ambiental que desenvolvemos ficam completamente comprometidos diante dessa situação. Enquanto trabalhamos para que as futuras gerações saibam usufruir de maneira consciente os recursos naturais, pessoas que não tem vergonha na cara e só pensam em ganhar dinheiro destroem o que temos de mais valor.
Não podemos e nem vamos permitir que isso continue.

Antonio Libório Philomena em 14/03/2008 às 09h14
Com boas amostras, fotos e coleta de material é suficiente para calcular os danos e a multa bem exemplar, inclusive se a empresa faz isto constantemente.
Brasil, acorda !

Nelcio Lindner em 14/03/2008 às 11h11
O setor produtivo e a população de Atalanta, não merecem este tipo de empresa. Fechar esta empresa serviria de exemplo.

Daniele Tiane Batista em 14/03/2008 às 11h42
Até quando ? Até quando teremos que ver esse tipo de coisa espalhadas por toda Santa Catarina, por todo Brasil e por todo mundo ?
Será que essas pessoas não são capazes de ver que é para elas mesmas e não só para o próximo que estão prejudicando ?
A irresponsabilidade de poucos afeta a vida de muitos ..
Afeta a vida de nós, brasileiros, que esperamos um mundo mais limpo, com fauna e flora em ótimos estados, a aqueles pobres e indefesos animais que dependem dessa água e de um ambiente mais puro ..
Eu me pergunto ? O que será desses animas ?

Vamos abrir os olhos e correr atrás de Justiça, para que isso pare de acontecer o quanto antes ..
É por uma causa maior, se nós todos, olharmos pra essas coisas e cruzar os braços, a irresponsabilidade e os danos só irão aumentar, por isso vamos correr atrás e denunciar atos como este, pois os causadores deverão pagar por isso e não todos nós ..

Lucia Sevegnani em 14/03/2008 às 14h11
Caros
Pensei que estas imagens e atitudes faziam parte do passado. Enganei-me.
Aos criminosos ambientais as forças da lei ambiental.
um abraço
Lucia Sevegnani

Cídia Cristini de Souza em 14/03/2008 às 15h30
São fatos como esse que nos fazem pensar a onde está a consciencia da população, com tanta gente lutando pra preservar o meio ambiente e outros agredindo o mesmo deste jeito.
É um absurdo o que essa empresa esta fazendo, esperamos que as devidas previdências sejam tomadas.

Daiana Tânia Barth em 14/03/2008 às 16h14
Atalanta símbolo de preservação e recuperação do meio ambiente jamais pode permitir situações de desrespeitos para com sua fauna e flora. É preciso punir os responsáveis com rígidez e exigir das autoridades do município a também tomarem as devidas decisões. Afinal, as eleições estão próximas e com certeza haverá discursos em prol da melhoria da qualidade de vida da população, ou seja, antes de fazer discursos milagrosos e usar papel (papel é feito de árvore = desmatamento = poluição ), pensem dez vezes antes. Situações como essas é inadminssível!!!!

Aguardamos urgentemente o agir e o punir das respectivas autoridades!

Parabéns Apremavi e que Deus seja sempre seu alicerce!
Daiana Tânia Barth - Atalanta - SC

Rafaela Sens em 14/03/2008 às 16h18
Fiquei chocada ao saber de um fato tão terrível, não entendo como em pleno século XXI existam pessoas tão negligentes, cadê a consciência dessa gente? Pessoas levam anos cuidando de áreas naturais que são nossas maiores riquezas para que de uma hora pra outra tudo isso seja posto em risco por uma irresponsabilidade de um bando de pessoas despreocupadas com nosso futuro pensando apenas em seu próprio bolso.
Deixo aqui os meus parabéns a toda equipe da Apremavi por todo seu trabalho e por sua atitude diante desta lastimável situação.

Rafael Nunes em 14/03/2008 às 19h53
As imagens são, no mínimo, impressionantes. O que incomoda mais é saber que em muitos lugares do Brasil, diariamente, diversos corpos d'água são poluídos pelas mais variadas substâncias tóxicas, e que na maioria dos casos, tais substâncias se diluem na água e são impercepetíveis a primeira vista.

Os desastres relacionados ao despejo de dejetos tóxicos em corpos d'água são mais comuns do que nós pensamos. Como se já não bastasse os constantes acidentes em zonas costeiras, no final de 2006 em Brasília, a construção do supermercado "Carrefour" despejou restos de um óleo tóxico usado na construção de asfalto dentro do lago Paranoá, local que abriga uma das maiores concentrações de avifauna do Distrito Federal, um crime gravísssimo!

(leia a notícia no link abaixo)
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2692093&sub=Distrito

O caso mal ganhou repercussão, a mancha de óleo se espalhou por uma grande área, a obra do mercado não foi embargada e hoje, o supermercado "Carrefour" funciona normalmente. A notícia não ganhou grande atenção da mídia, e a "consequência" para o supermercado foi o pagamento de uma indenização.

E o que o caso do rio Dona Luiza em Atalanta e do Lago Paranoá em Brasília tem em comum?

É que o simples pagamento de uma indenização ou a prisão de um responsável, não importa o valor da indenização ou quem será preso, nunca irá devolver ao Ecossistema suas reais caracterísiticas. O efeito das toxinas será percebido não apenas agora, mas bem depois, com seu acúmulo cada vez maior nos níveis tróficos da cadeia alimentar.

Parabéns por serem guardiões do meio natural, torço para que o governo de Santa Catarina, governo Brasileiro, IBAMA e Polícia Ambiental dêem mais atenção ao caso e torço também, para a recuperação do rio Dona Luíza.

Rafael Nunes, Brasília, DF.

Angelo Sardá em 15/03/2008 às 10h30
Obrigado a Apremavi pelas ações!

Darmstadt, Alemanha

André Pessoa em 15/03/2008 às 14h39
Estou no interior do Piauí e daqui pude observar esse novo crime ambiental que atinge a Mata Atlântica. É inacreditável que em pleno século XXI alguma empresas ainda insistam em poluir a natureza de forma tão criminosa. As imagens do rio avermelhado lembram cenas de um crime. Fico por aqui, entre os cactos da caatinga, pensando o quanto o homem é selvagem. Parabéns a Apremavi pela atenção dedicada ao meio ambiente.

celso pagano galli em 15/03/2008 às 16h03
Efetuei estágio na apremavi, trabalho com geologia ambiental (solos e águas contaminadas) e fiquei impressionado com as fotos apresentadas. A coloração das águas impressiona, contudo trata-se de uma avaliação visual, não servindo como indicativo de grau de toxicidade das águas. Gostaria de receber informaçoes sobre os resultados analíticos das águas, assim posso efetuar uma avaliação tecnica e emitir um parecer para a Apremavi.
Agurdo contato Edilaine.

Andrieli Chiquetti em 15/03/2008 às 17h58
Acho importante a fiscalização sobre as indústrias mas, também acho que a forma com que o caso foi tratado teria de ter sido menos maudosa. Acidentes acontecem se aconteceram outras vezes tenho a plena certeza que trabalhos estão sendo feitos para que a cada dia se melhore o processo de limpeza da água que é depositada no rio; inclusive com um grande valor de investimentos por parte da indústria. Faço está afirmação pois tenho grande interese no caso, inclusive, já tive a oportunidade de conversar com o engenheiro químico responsável da empresa, o mesmo me colocando vários investimentos já realizados e também os estão em andamento.
Acredito que todos deveriamos agir com mais seriedade e analizar também que a "empresa" paga seus impostos no múnicipio, além de gerar emprego e renda para os cidadãos da sociedade atalantense!!!
Obrigado, e desculpas aqueles que não concordam com minha humilde opinião!!!

Jaqueline Pesenti em 15/03/2008 às 18h11
Pessoal...
Com relação ao comentário acima:
Sou funcionaria da Apremavi, trabalho no Parque Mata Atlântica, e moro no município de Atalanta. Como a senhora Margarete colocou acima as pessoas realmente devem se informar antes de falar sobre determinados assuntos. E foi isso que ela NÃO fez.
A Apremavi nunca realiza denuncias antes de ter certeza delas, e quem conhece de perto os trabalhos que são realizados pela instituição sabe que não é o lado financeiro que a Apremavi visa e sim a sustentábilidade e a conservação da natureza.
Com relação a coloração do rio, onde a senhora acima acusa a Apremavi de ter feito montagem pois em determinadas fotos a cor aparece rosa e em outras azul, é pelo fato de que a empresa libera os dejetos químicos a noite e de manhã a àgua na frente do rio, como aparece na foto do cano e em outras fotos, já está com sua coloração normal, o que ficam são os resíduos no interior do cano e nas plantas a beira do rio. A àgua poluída chega de manhã na cachoeira do Parque, como pode ser constatado nas fotos.
A Apremavi irá disponibilizar alguns vídeos que mostram que não é montagem e isso que aconteceu não foi nenhuma brincadeira.
O município de Atalanta precisa de emprego sim, precisa de desenvolvimento, mais não a qualquer custo, não colocando em risco a qualidade de vida da população e muito menos da àgua que cada vez mais está sendo considerada escassa e de má qualidade.
Acredito que problemas pessoais não devem ser resolvidos através deste site, tenho certeza que se você quiser conversar a Miriam que é uma pessoa super simples e tem filhos sim, vai te receber e te escutar muito bem.

Faço das palavras da Margarete as minhas: Criticar é facil o difícil é julgar o certo... que por ela foi julgado muito mal.

Lais jaqueline Kempner Abreu. em 15/03/2008 às 18h36
À senhora Margarete:
Moro em Iuporanga e acompanho muito de perto todo o trabalho que a Apremavi realiza no municipio de Atalanta. Penso que uma cidade considerada a capital ecológica de Santa Catarina jamais poderia permitir a instalação de empresas que não tem nem se quer a autorizaçao do órgão fiscalizador ambiental para funcionar, empresas estas que nao tem o minimo de respeito com relação ao meio ambiente e visam somente lucros. É por conta de empresas desse tipo que estamos enfrentando crises como o aquecimento global, extinção de fauna e flora, diminuição de àgua potável e outros problemas que conhecemos.
A água poluída no municipio de Atalanta, além de prejudicar as produções agrícolas que existem abaixo do rio, prejudica tambem a saúde da população das cidades vizinhas, que acabam consumindo esta água, que é o caso de Ituporanga.
Se alguem gosta de beber agua com temperos químicos, eu não gosto e não quero isso nem para mim e nem para os outros.
Penso inclusive que a repercurssão em relação a Apremavi foi pequena , o assunto merecia um destaque muito maior, é um problema muito grave, e acusar a instituição de ter forjado uma situaçao dessas é sem sentido. A Apremavi é uma instituição séria e responsavel que se preocupa com a saúde e qualidade de vida da populaçao de nossa regiao. Parabens à Apremavi por encarar pessoas de auto escalão para defender os interesses ambientais.


Andrieli Chiquetti em 15/03/2008 às 19h42
Em nenhum momento disse que "apremavi" faz denúncias sem ter certeza do que está denunciando , ao que diz respeito que não deveria falar sobre assuntos aos quais não tenho conhecimento; se engana quem fez o comentário, pois sei do que falo; já que sou filha de funcionários e mais; leio sobre assuntos relacionados com bastante freqüência. Desculpe se não agradei com meu comentário mas, não posso ser proibida de expressar minhas opiniões e mais acredito que ninguém pode disser que não conheço sobre o assunto já que não sabe o interesse que tenho a respeito...

João de Deus Medeiros em 16/03/2008 às 20h33
A respeito da maldosa insinuação de montagem nas fotos apresentadas, registro aqui o meu depoimento, o qual também poderá ser requisitado a qualquer momento pelos orgãos competentes do poder judiciário. Estava em Atalanta na data mencionada, percorri diversos trechos do rio, e inclusive conversei com o responsável pela empresa, destacando o caracter ilegal e inaceitável daquele tipo de despejo no rio, e o convidando para averiguarmos os trechos a jusante, completamente vermelhos.
Igualmente absurdo e extemporâneo usar o argumento de que a empresa gera empregos. Responsabilidade ambiental e social são coisas que devem andar juntas, e as empresas sérias precisam sim se enquadrar as exigências legais.

Rafaela Sens da Silva em 17/03/2008 às 11h10
Ao ler todos esses comentários mesmo já deixando aqui minha opinião sobre este terrível caso, quase não pude acreditar.
Conheço a realidade de Atalanta, sei que é um município pequeno, sei que precisa sim de desenvolvimento, mais dessa forma? Acordem isso é um desenvolvimento falso.
Não conheço essas pessoas que criticam tanto, que tem a coragem de falar que é tudo montagem ou que é uma jogada da Apremavi apenas para prejudicar a empresa, por favor vocês só podem estar brincando.
A rede de tv local foi até o município de Atalanta e realizou filmagens que mostram de forma clara que a denúncia tem todo fundamento, as imagens são chocantes, inclusive a Rede Bela Aliança de Televisão tentou entrar em contato com o proprietário dessa empresa que nem deu as caras.
Sei que como em todos os casos a pessoas contra e a favor afinal todos podem sim expressar sua opinião, mais não julgar sem conhecer os fatos e trazer conflitos pessoais para um caso tão triste de agressão ao meio ambiente.
Bom... eu só queria que todos soubessem que confio na seriedade da Apremavi e olhem bem, ela não paga meu salário.

Nilton Schieve em 20/03/2008 às 11h32
Aqui em Joinville está cheio disso.

Fábio Roussenq em 20/03/2008 às 16h35
Informo que a APREMAVI, como entidade de âmbito mundial e que está há mais de 20 anos lutando pela melhora da qualidade de vida de TODOS, não tolerará acusações, intimidações e difamações que possam ser feitas por meio destes comentários.

Já retiramos do ar algumas manifestações em nome do respeito que temos ás pessoas que frequentam a nossa página.

Estamos apurando a origem destas mensagens para que seus emissores respondam perante a Justiça pelas mesmas.

Liberdade com Responsabilidade, é o que precisamos.

Fábio Roussenq
Advogado Voluntário da APREMAVI.

A. Sardá em 20/03/2008 às 18h09
Mais uma vez: Parabéns a Apremavi (e acima de tuda as pessoas que compõe a Apremavi) pelas atividades e pela coragem de denunciar os absurdos que ainda se observam no Brasil (e que certamente ainda existirão, pelo menos a médio prazo). Alguns dos comentários lembram uma visão típica de países subdesenvolvidos, ignorantes ao ponto de simplesmente não entender os custos milionários da destruição do meio-ambiente a longo prazo, se é que o aspecto econômico seja tão relevante nexte contexto... Observando aqui de longe, infelizmente vejo também alguns paralelos com a situação China, o que é um atestado de miséria. Mas não vale a pena perder muito tempo com tais comentários, já que a origem dos mesmos parecem dubiosas. O importante é tomar atitudes positivas.
Liberdade com Responsabilidade, como colocou o autor do comentário anterior.
Estamos observando o caso com atenção, inclusive as ameaças que tem sido feitas.
A. Sardá - Darmstadt - Alemanha


Paulo César França - Polícia Civil de Atalanta/SC em 21/03/2008 às 12h19
Sirmo-me de tal, para informar aos desavisados - duvidosos ou, mesmo aqueles que não queiram enxergar, que nesta Delegacia de Policia, encontra-se material coletado, disponivel à dirimir dúvidas e a maldosa desconfiaça quanto ao trabaho de cosntatação do crime em questão; Assim, excluen-se as bobagens ditas por alguns, e firma-se uma somatória no cambate ao mau uso da consiência humana.

Maria Nanete em 31/03/2008 às 11h12
Quando a Apremavi vai divulgar aqui o resultado dos testes realizados com a água coletada?

Diretoria da Apremavi em 01/04/2008 às 11h31
Prezada Senhora Maria Nanete Camargo, de Piracicaba (SP).
A Apremavi fará uma nova matéria sobre este assunto, com dados das análises, assim que receber uma cópia também do relatório da Polícia Ambiental. Obrigada pelo interesse na presevação do meio ambiente.

Diretoria da Apremavi em 01/04/2008 às 11h47
A Apremavi informa que mais uma vez, infelizmente, terá que desabilitar a seção de comentários, em função do uso equivocado que está sendo feito. Diretores da instituição estão inclusive sendo ameaçados de morte, fato que já foi oficializado aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

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