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Experiências e oportunidades

A partir da década de 1980, a luta de ambientalistas e cientistas pela proteção da Mata Atlântica começou a gerar resultados em diversas áreas.

Iniciativas como o turismo ecológico são fundamentais para a conservação da Mata Atlântica

Uma nova realidade começa a aparecer

Resulatdos como aprovação de novas e mais rígidas leis e regulamentos, criação de órgãos federais, estaduais e municipais de meio ambiente, criação de novas unidades de conservação e iniciativas de recuperação e uso sustentável dos recursos florestais, principalmente por parte de organizações não-governamentais (ONGs) e de alguns proprietários de terras.

Essa nova realidade propiciou também um aumento nas pesquisas, o que tem gerado constantes avanços, como a descoberta de muitas espécies, proteção das que estão ameaçadas e novos usos para a biodiversidade.

Esse conjunto de iniciativas e projetos vêm sendo implementados pelo governo federal, estados, municípios, ONGs, instituições acadêmicas e privadas. O estudo “Quem faz o que pela Mata Atlântica – 1990-2000” (Rede de ONGs da Mata Atlântica, Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Instituto Socioambiental e WWF-Brasil – 2004) cadastrou 747 projetos, dos quais 47,18% executados por ONGs, 20,77% por órgãos públicos municipais e os demais por organizações governamentais estaduais, federais e por instituições de pesquisa e iniciativa privada.

Atualmente, somam-se a essas iniciativas e projetos o aprimoramento da legislação protetora, o fortalecimento de instituições governamentais e não-governamentais, a vigilância da imprensa e da sociedade, bem como o aumento do conhecimento científico sobre a biodiversidade e importância da Mata Atlântica. Juntos, representam um importante avanço na conservação dos atuais remanescentes, contribuindo na busca do desmatamento zero e abrindo uma perspectiva para se iniciar um processo de recuperação mais efetivo do bioma.

Nos textos do livro "Mata Atlântica - uma rede pele floresta", são apresentados alguns desses avanços científicos e iniciativas voltadas à recuperação e uso sustentável por parte de governos, iniciativa privada e organizações não-governamentais. São exemplos de oportunidades que podem, e devem, ser utilizadas como incentivo e fonte de inspiração para organizações, administradores públicos, empresas e cidadãos interessados em viver em um planeta mais saudável e com melhor qualidade de vida para todos.

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