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13. Recuperação de APPs

Recuperação de Áreas de Preservação Permanente, em especial as Matas Ciliares

As florestas, em especial as que margeiam os rios e nascentes, desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas e proporcionam qualidade de vida às pessoas. Entretanto, historicamente, a colonização começou exatamente com a ocupação dessas terras, quer seja pelo acesso ou por serem áreas consideradas mais férteis para as práticas agrícolas.


Vista aérea mostrando o desmatamento das matas ciliares.

São bem visíveis os efeitos negativos nos rios que não possuem cobertura florestal. Nos períodos de estiagem corre pouca água em seus leitos. Em contrapartida, nas épocas das chuvas ocorrem enchentes e enxurradas. Podemos então dizer que as florestas desempenham um efeito “esponja”, absorvendo e liberando aos poucos as águas das chuvas, alimentando o lençol freático e, por conseqüência, os cursos d’água.


A recuperação das matas ciliares pode ser conciliada com a agricultura nos dois primeiros anos.

As áreas existentes ao redor das nascentes e na beira dos rios recebem um nome especial: são chamadas de Matas Ciliares e, como vimos anteriormente, possuem importante função na garantia da manutenção da qualidade e quantidade da água. Existem também outras modalidades de áreas de preservação permanente, que são os topos de morros e as encostas, cuja preservação e recuperação também é muito importante.


Exemplo de área degradada antes e depois do processo de recuperação.

Para revertermos o atual processo de degradação em que se encontram as APPs, em especial as matas ciliares, podemos lançar mão de duas estratégias:

1 – o abandono das áreas, mediante isolamento (construção de cercas) – este procedimento só é eficaz se próximo às áreas abandonadas existirem matas nativas, que serão fontes de sementes para a dispersão natural. Caso existam essas condições, poderá ser constatado em médio prazo o aparecimento de uma pequena mata que desempenhará as funções de proteção das águas.

2 – a recomposição da floresta através do plantio com mudas nativas. Nesse caso poderemos acelerar o processo de recuperação em alguns anos. No plantio das mudas é importante observar a diversificação de espécies, para que se obtenha no futuro uma boa diversidade.

Na recuperação das APPs é importante observar as seguintes recomendações:

Isolamento da área;

Usar espécies nativas e adaptadas à região;

Aproximadamente 50% das espécies florestais devem ser de rápido crescimento (pioneiras);

Diversificar ao máximo as espécies, utilizando frutíferas e ornamentais;

Proceder ao replantio das mudas mortas a partir dos 6 meses;

Realizar limpezas de manutenção das mudas (coroamento), no mínimo duas vezes ao ano, durante os 3 primeiros anos.

Através dessas pequenas, simples e eficazes ações será possível reverter a atual degradação daquele que é o mais precioso e vital recurso que a natureza nos oferece: a água.

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