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3. A Mata Atlântica em Santa Catarina

O Estado de Santa Catarina, localizado no sul do Brasil, tem uma extensão territorial de 95.985 km2 e, segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia – IBGE, uma população total de 5.356.360 habitantes, assim distribuídos: aproximadamente 21,3% (1.138.429 habitantes) na área rural e 78,7% (4.217.931 habitantes) na área urbana.

A agropecuária apresenta um papel de destaque na economia catarinense, pois boa parte do setor industrial e de serviços do Estado tem na agricultura a base do seu processo produtivo.

Santa Catarina apresenta suas atividades agropecuárias assentadas predominantemente na agricultura familiar diversificada. Mais de 90% dos imóveis rurais do Estado caracterizam-se por propriedades de até 50 hectares, com mão-de-obra familiar e produção de, no mínimo, três atividades agropecuárias e seus produtos.

Por muitos anos essas características, aliadas à riqueza dos recursos naturais do Estado, representaram um fator de estabilidade à atividade agrícola catarinense. Contudo, com a globalização da economia, o aumento da competitividade e também com o agravamento da degradação ambiental, esse sistema tornou-se vulnerável.

O Estado de Santa Catarina está totalmente inserido no Bioma da Mata Atlântica e, até o início do século passado, menos de 5% de suas florestas haviam sido destruídas. Hoje restam apenas 17,46%, área equivalente a 1.662.000 hectares, dos quais 280.000 podem ser considerados florestas primárias, enquanto os outros 1.382.000 são florestas secundárias.

O Estado é, hoje, o terceiro com maior número de hectares de Mata Atlântica no país. Outro elemento importante é o fato de estar havendo significativa regeneração natural de florestas.

Entre 1985 e 1995, foram desmatados 165.709 hectares de florestas e outros 12.371 hectares de manguezais e restingas em Santa Catarina. Os setores que mais contribuíram para esse desmatamento foram a fumicultura, os assentamentos de reforma agrária, os reflorestamentos sem planejamento ambiental, a exploração madeireira, a especulação imobiliária e a pecuária.

Desmatamento, seguido de queimada, Passos Maia - SC, junho de 2005

Desmatamentos como este continuam acontecendo no Estado, colocando em risco a qualidade de vida e a manutenção da biodiversidade.

Já a partir de 1990, um fato novo começa também a ser observado. Já não acontecem apenas desmatamentos, mas também regeneração natural e espontânea de florestas. Segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados no Domínio da Mata Atlântica (SOS, INPE, ISA), entre 1990 e 1995, aproximadamente 70.000 hectares passaram do estágio inicial para o médio ou avançado de regeneração no Estado. O problema é que o desmatamento de florestas primárias ricas em biodiversidade continua, e a regeneração é muito mais pobre em espécies.

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